Minhas mais belas poesias para ti escritas, brotam na insônia, na saudade, no calejo, na vontade. Brotam no ciúme, no medo, no aperto repentino do coração. Minhas mais tristes poesias são fruto direto que da dor vieram, das lágrimas sobraram, das perdas, restou. Não sei se bem escrevo, se sei me expressar, só sei que não mais encontro formas desta dor me livrar. Meu coração chora, vivo apenas pelo sustento da água que tampouco bebo e do alimento mal digerido, mas apenas existo, por que viver eu não mais sei… Sou tristonha, da minha jornada difícil, muito tenho para contar, mas poucos encontro para escutar. Pergunto-me: O que me resta ser agora senão ser uma poetisa? Da dor vivo, da dor me fortaleço, na dor me esqueço, mas dela não quero morrer.
Tem beijo que parece mordida, tem mordida que parece carinho. Tem carinho que parece briga, tem briga que aparece pra trazer sorriso. Tem riso que parece choro, tem choro que é por alegria. Tem dia que parece noite, e a tristeza parece poesia. Tem motivo pra viver de novo, tem o novo que quer ter o motivo. Tem aquele que parece feio, mas o coração nos diz que é o mais bonito.
Amar é uma confissão. Amar é justamente quando um sussurro funciona melhor que um grito. Amar é não ter vergonha de nossas dúvidas, é falar uma bobagem e ainda se sentir importante. É lavar louça e nunca estar sozinho. É arrumar a cama e nunca estar sozinho. É aquela vontade danada de andar de mãos dadas durante o dia e de pés dados durante a noite.
Lembro de já ter ficado triste por te deixar triste. Lembro de me sentir mal com isso. Lembro dos momentos em que a gente foi bobo e feliz. Lembro que sou feliz a maior parte do tempo, pelo simples fato de você existir em mim. Lembro de descobrir que um sentimento não serve para ser dito, como coisa que fica bem em filme ou texto, ele tem que ser vivido de forma plena. Lembro de não conseguir me permitir sentir tanta felicidade assim. Lembro da tua mão, que sempre acha a minha. Lembro dos teus dedos, que sempre me fazem carinho. Lembro da tua boca, que sempre me acalma. Lembro do teu rosto de menino, que me olha como se ainda fosse aquela primeira vez. Lembro de cada coisa que descubro, manias, gestos, pensamentos.
E durante todo esse tempo eu fui a “fodida” da história. O jeito mais óbvio de declarar a situação é esse, “A fodida.” Acreditei, me entreguei, me esqueceu, me fodi. Foi esse o ciclo. Mas me fala, pra que esse teatro todo? Conta pra mim, pra que falar essas coisas da boca pra fora? Tua intenção era me magoar, eu sei, e você conseguiu. A cena é essa, tu quer que eu passe por você pra simplesmente cutucar aquele seu amigo e falar “Ah, aquela ali? Já peguei.” Esse é o seu tipo, tipo moleque. Moleque, sem mais sem menos. Eu te dei as razões, juntei os fatos, achei motivos, cacei sentimentos aonde não tinha pra tudo ser daquele jeito, não perfeitamente perfeito, mas daquele nosso jeito. Você pode acreditar, a palhaça aqui você não vai mais enganar. Troquei amigos, troquei amores, troquei minha rotina por você, e tudo que você deu a fazer foi apenas… Sumir. Me esquecer. Conseguiu o que queria e vazou. E a trouxa aqui? Acreditando em todos os textos que você fazia, olhando pras fotos e imaginando diversas coisas, pensando em todos os planos… Mas eu cai, cai na real e na vida, descobri que agora realmente falar até papagaio fala, e até nas atitudes você pode se enganar. Não é todo mundo que está disposto a te abraçar quando você precisar, não é todo mundo que está ali pra escutar seus desabafos, e são esses seus defeitos que eu não acreditei. Eu preferi tampar os ouvidos, mandar os outros calarem a boca somente pra escutar você. Só você… Tudo em vão. Cartas, textos, fotos, beijos, abraços, em vão. Mas valeu, valeu te conhecer e te deixar entrar na minha vida. Tá ai mais uma lição, mas a lição que eu ainda não aprendi e vou dar a demorar a aprender. Eu sei, eu sei que você não vai bater na minha porta me pedindo pra voltar, eu sei que você não vai me chamar no chat pra falar que está arrependido, eu sei que não vai chegar sms de madrugada falando que está com saudade. Eu sei, eu vou aprender a lidar com isso, assim espero. Mas só quero te dizer, que mesmo que demore, mesmo que passe 1 dia, ou 2 meses e quem sabe até 3 anos, não se assuste ao me ver desfilando de mão dada no salto com outro do meu lado. Não pensei que eu estou depressiva só por que você me passou pra trás, você conhece o famoso ditado que: “O mundo dá voltas.” Lá fora o tempo voa, e espero que nesse momento eu esteja madura o suficiente pra simplesmente deslaçar suas mãos das minhas e dizer: “Não, vai tomar no seu cu.” Criancice da minha parte? Pode até ser, mas era só isso que eu tenho a te dizer. Vai tomar no meio do teu cu. Quero que você enfie todos aqueles desabafos, todas aquelas palavras, todos aqueles abraços desprevenidos nas suas lembranças. Engavete e tranque tudo na sua mente. Assim, pra quando você precisar de alguém que te valorize, lembre daquela menina perdida que já foi perdida no teu mundo de ilusão. E todo aquele amor que eu te dei? Bom, você já sabe aonde enfiar.
Depois de tanta espera, de tanta relutância, finalmente encontrei você. Sempre fui o tipo de garota que negava o amor, negava qualquer coisa que chegava perto disso, mas por fim, você surgiu. Num dia qualquer de novembro. Desde lá um desejo enorme surgiu em mim, desejo de você. Desejo este que não senti por ninguém mais. Nunca quis sentir também, mas aconteceu, mesmo eu me armando contra ele, negando qualquer chance de desejar alguém assim. Mas é, aconteceu. E agora? Esse desejo me confunde, mexeu com tudo que eu havia planejado, com o que eu acreditava. Acreditava eu que não existia sentimento como este que sinto agora, mas não quero sentir, não quero me apegar. Quem se muito se apega, muito se machuca, não é isso que dizem? Não quero me machucar, não mais. E principalmente não quero te machucar, porque, pelo que notei este sentimento é recíproco. Não deveria ser. Por quê? Se é amor correspondido? Por que não deixar rolar? Por um motivo simples, sou instável, uma hora sou uma doçura, mas em outras posso ser extremamente má, até cruel. Se machuquei muitas pessoas com minhas palavras? Acredito que é possível, por isso não quero que tu, pelo que sinto por ti, se machuque.
— E o que você está sentindo?
— Nada.
— Não sentir nada é bom.
— Não quando seu nada é tudo.